Laboratório de Psicopatologia Fundamental

São Paulo, 23 de setembro de 2017

O Laboratório de Psicopatologia Fundamental > Normas para participação no Laboratório de Psicopatologia Fundamental

A participação no Laboratório é facultada: 1. a estudante de Iniciação Científica a partir do penúltimo ano do curso de graduação; 2. a pesquisador em nível de especialização; 3. a pesquisador regularmente matriculado em curso de mestrado ou de doutorado; 4. a pesquisador em nível de pós-doutorado e 5. a pesquisador com ampla e reconhecida vivência clínica que não almeja obter título universitário. 
 
A participação de pesquisador no Laboratório requer projeto de pesquisa em Psicopatologia Fundamental, escrito e aprovado pelo diretor. O candidato pode apresentar um pré-projeto escrito que será comentado pelo diretor e modificado até ser considerado aprovado. Enquanto o projeto não for aprovado pelo diretor do grupo, o pesquisador não pode freqüentar as reuniões do Laboratório ocorrendo quinzenalmente. 
 
O projeto de pesquisa pode ser encaminhado em qualquer época do ano. 
 
A partir de janeiro de 2002, o pesquisador é obrigado a escrever um artigo por semestre, em co-autoria com o diretor do Laboratório, para ser publicado em revista indexada nacional ou estrangeira. 
 
O pesquisador que estiver terminando sua pesquisa até dezembro de 2001 e que for candidato a Mestrado ou Doutorado terá a defesa de dissertação ou tese marcada só após a elaboração de artigo em co-autoria. 
 
Excepcionalmente, pesquisador residente em outro Estado brasileiro, ou no exterior, pode freqüentar uma vez por mês as reuniões do Laboratório. 
 
Durante sua participação no Laboratório, o pesquisador se compromete a distribuir e comentar, com os demais pesquisadores do grupo, um texto de sua autoria, por semestre acadêmico, mesmo que não esteja escalado para apresenta-lo em um dos seminários ocorrendo quinzenalmente. Um exemplar desse trabalho deve ser entregue ao diretor do Laboratório. 
 
A participação no Laboratório ocorre de acordo com as seguintes modalidades. 
 
1. Pesquisadores com projetos individuais 
 
São estudantes do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP ou pesquisadores que não fazem parte do Programa e que submetem à direção do Laboratório um projeto de pesquisa por escrito que versa sobre um problema psicopatológico incluindo questões clínicas que suscitaram a vontade de realizar a pesquisa. 
 
O projeto deve ser apresentado de forma clara e precisa, ocupando, no máximo, 20 páginas digitadas de 30 linhas e 70 toques cada. Deve compreender: 1) situação problemática (que consiste na explicitação das matrizes biológicas e culturais de um mal-estar provocado por vivência na clínica psicoterapêutica); 2) problema de investigação (formulação de discrepância entre aquilo que é (o mal-estar) e aquilo que deveria ser (resolução hipotética do mal-estar); 3) síntese da bibliografia fundamental (que se refere, especificamente, ao problema de investigação); 4) objetivos da pesquisa; 5) metodologia a ser utilizada; 6) plano de trabalho e cronograma de sua execução; 7) orçamento detalhado dos recursos financeiros necessários. 
 
2. Grupo de pesquisadores com um projeto de pesquisa coletivo 
 
Conjunto de pesquisadores possuindo projeto de pesquisa comum. O coordenador do grupo submete à direção do Laboratório um projeto de pesquisa por escrito. 
 
O grupo deve se reunir com periodicidade mínima de um mês e o diretor do Laboratório deve ter acesso às reuniões que devem ser realizadas, preferencialmente, na sede do Laboratório, à rua Tupi, 397 - 10o. - 104. CEP 01233-001 São Paulo, SP. 
 
Antes do início de cada semestre, o coordenador do grupo deve apresentar ao diretor do Laboratório um cronograma de atividades do período acadêmico subseqüente para ser aprovado pelo diretor. 
 
O grupo é obrigado a produzir um artigo por semestre acadêmico, em co-autoria com o diretor do Laboratório, visando a publicação em revista indexada nacional ou estrangeira. Salvo melhor juízo, somente o coordenador do grupo participa das reuniões quinzenais do Laboratório. 
 
3. Pesquisador convidado 
 
Pesquisador que, por estar se dedicando a um projeto de investigação em psicopatologia, é convidado a participar do Laboratório, de acordo com as normas aqui descritas. 
 
4. Pesquisador correspondente 
 
Profissional residente em outro Estado brasileiro, ou no exterior, com ampla vivência clínica, possuindo relevante projeto de pesquisa. 
 
Pesquisador deste tipo deve apresentar seu projeto de pesquisa em seminário, escrever pelo menos um artigo por semestre acadêmico em co-autoria com o diretor do Laboratório e deve, também, ao final da execução do projeto, entregar relatório escrito e apresentar os resultados da investigação em um outro seminário. 
 
São obrigações do diretor do Laboratório: 
 
1. Assegurar as condições ambientais para a realização dos trabalhos. 
 
2. Ler e comentar os trabalhos apresentados e participar das reuniões do Laboratório. 
 
3. Buscar, junto às agências financiadoras nacionais e estrangeiras, recursos necessários para a execução de cada projeto, como bolsas de estudo e auxílios às pesquisas. 
 
4. Colaborar na ampla divulgação dos trabalhos escritos em veículos nacionais e estrangeiros; 
 
5. Representar o Laboratório na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e fora dela. 
 
Os pesquisadores são membros do Laboratório somente na vigência de cada projeto de pesquisa a que estão vinculados. 
 
Referência Bibliográfica 
 
- Berlinck, Manoel Tosta, "Considerações sobre a elaboração de um projeto de pesquisa em Psicopatologia Fundamental", in Psicopatologia Fundamental, São Paulo, Escuta, 2000, pp. 313-320. 
 
- Formuladas em 1995. Alteradas em outubro de 2001.